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November 15th, 2008Ai, jesus, apaga a luz. Às vezes me impressiono com a minha capacidade de ficar lembrando de coisas do passado. Let it go, né?
Que coisa…
Ai, jesus, apaga a luz. Às vezes me impressiono com a minha capacidade de ficar lembrando de coisas do passado. Let it go, né?
Que coisa…
Não sei se tem relação com signo, mas eu odeio histórias mal resolvidas. Obviamente, eu sei a hora de parar. Mas vez em quando, ocorre algo que me faz pensar ‘putz, eu tinha que ter resolvido isso’. E dá vontade de colocar o assunto na aba de coisas encerradas.
Tudo isso pra introduzir uma história que eu tinha um amigo, há um tempão atrás, e eu considerava ele demais. Ele era um amigo de Internet, que nem morava no mesmo Estado que eu e que o vi pessoalmente apenas uma vez. Era amizade mesmo, não aquelas amizades coloridas, brodagem e coisa e tal. Até que por uma dessas merdas da vida, a amizade foi enfraquecendo, enfraquecendo, até deixar de existir. Veja que não usei o termo acabar. Deixar de existir me parece mais adequado, porque quando algo deixa de existir, não tem volta.
Daí hoje entrei no LinkedIn e vi a pessoa lá. Pensei em adicionar, a história toda voltou, fiquei remoendo aqui e como sempre faço quando as coisas que não posso resolver me incomodam, abri um livro, deitei e acabei pegando no sono. Obviamente, sonhei com o assunto. Pensei em escrever um e-mail, mas lembrei que há uns dois anos também escrevi um e-mail e não houve resposta. Não seria agora que haveria resposta. Daí optei por ignorar de novo e começar um trabalho da pós.
Não consegui, porque a cada cinco minutos a história volta. Ironicamente, parece que trabalhamos no mesmo bairro. Ê, Higienópolis. Pois é, agora moramos na mesma cidade. E é só o que sei.
O mais foda é quando uma amizade termina por merda. Foi o caso. Se eu tivesse feito alguma besteira, ofendido, qualquer coisa do gênero, ficaria com o ônus da culpa, porque vá, eu tô acostumada. Mas não. Não foi nada disso que aconteceu e sei lá, deixou de existir.
Se um dia [sabe deus, né?], esse post for lido por você, que já foi meu amigo, saiba que sempre te considerei muito. Gostava muito das nossas conversas, das besteiras que a gente falava, das quilométricas conversas em IM’s da vida, de tudo. Sempre que me perguntam de amizade, eu lembro de você. Sabe, eu odeio perder amigos, porque tenho poucos. Então, blé, é isso.
Fim da sessão descarrego.
Tenho preguiça de escrever qualquer tipo de resenha. De show então, enjoei. Portanto, só quero deixar registrado no meu bloguinho querido, que o show do Spoon ontem foi maravilhoso. E o mais legal é que a banda tava mó feliz por ver toda aquela gente cantando as músicas deles.
Achei foda mesmo. É tão lindo quando a gente fica perto de alguma banda, cujas músicas são fotografias de um momento nosso. O Spoon tem duas músicas que eu amo, que representam demais no contexto desse ano que tô vivendo por aqui.
Então foi foda. E, claro, sem deixar de mencionar que todos os caras da banda são umas delícias, hahah.
Fui ao supermercado comprar o de sempre. A Quilmes tava em promoção. Comprei. Quando voltei, o porteiro entregou minha encomenda da Livraria Cultura. “Cordilheira”, do Daniel Galera. Até aí nada demais. Mas a história se passa na Argentina e coisa e tal. E eu comprei uma Quilmes.
Duas referências portenhas em menos de 10 minutos… Podia ser destino, né?
Mas é pura besteira, todos sabemos. ;]
Ainda não sei acho degradante o fato de ficar em casa num sábado à noite.
Quer dizer, eu moro em São Paulo, tem 298 programas legais para fazer aqui só neste sábado específico e eu estou em casa, lendo revista, tomando uma cerveja escura e é isso. O fato é que saí ontem com dois grupos distintos, duas saídas numa noite só, me diverti, voltei pra casa levemente alcoolizada e dormi feliz.
Dormi feliz. Isso não tem acontecido há bastante tempo. Mas é isso, tenho achado graça dos meus sábados bestas, em que invariavelmente me forço a dormir até depois das 9h - porque acordar cedo é regra na semana - depois eu desço até o supermercado, deixo uma grana pro Abílio Diniz, trago algumas folhas, carne - nessa semana comprei camarão, tava com desejo, queijo, presunto e cervejas. O default. Se der uma geral no meu extrato é supermercado, bilhete único, restaurante e bar.
Ah, claro, tem Gossip Girl. Faz parte do default de sábado assistir o episódio que passa às segundas nos EUA. GG tem me feito refletir sobre amor, especialmente Chuck e Blair. No episódio que vi hoje, S02E08, Chuck cobrava Blair sobre aquelas três palavras. Eu t a. Eles estão em um jogo de amor desde a temporada passada. Mas suponho que não dirão essas palavras tão cedo. Aí eu fiquei pensando na dificuldade que é falar isso. Lonely Boy comentou com Blair em uma cena, que quando disse Eu Te Amo a primeira vez para Serena, se sentiu desprotegido. Me fez pensar. Não consigo entender bem esses jogos que as pessoas estabelecem em torno dos sentimentos. No caso de B. e C., ok, é ficção. Mas transpondo isso pro mundo real, esse tipo de coisa é tão comum. Você ama, mas não admite, porque se admite perde o jogo. Então, eu não entendo, porque não encaro amor como jogo. Vai ver que eu encaro a forma errada, né?
Hum… pensatas amorosas… O 5% de teor alcoolico da Bohemia escura tá fazendo efeito.
Hoje li o horóscopo mensal do UOL. O UOL tem o melhor horóscopo da Internet brasileira, eu já disse isso. Aí está lá tudo aquilo que eu venho tentando praticar há meses. Capítulo amor, nem falo. Tou no limbo e gosto disso.
É bom estar aqui sentada em frente ao note, neste sábado à noite, na minha janelinha, no meu quadrado. Neste momento é o que quero: tomar as duas cervejas que estão na geladeira, terminar de ler minha revista e dormir feliz de novo.
Pronto, me livrei das pendências mais ORGENTES. Tô começando a curtir bastante meu trabalho e as 298 coisas que tenho pra fazer. O sinônimo disso é um cansaço FDP e a vontade de dormir, dormir, dormir. Mas obrigada por existir, Centrum. Fundamental tomar uma píRula de manhã e outra antes de deitar.
E semana que vem Planeta Terra, hein? Que beleza!
It’s getting better.
Pedi mais prazo, chorei sozinha, não dormi direito uns três dias, pensei, pesquisei, anotei um bando de coisas.
E…
TERMINEI ESSA PARADA! hahaha
Pronto, pronto, pronto! Matéria escrita. Adeus bloqueio criativo. Sai daê, uruca!
ODEIO esse gosto de derrota na minha boca. Mas amanhã é outro dia.
Fora que eu fico lendo a mesma matéria que fizeram no ano passado sobre esse assunto e fico pensando que ela tá tão boa que eu não vou conseguir o mínimo: fazer melhor.
Caralho, que merda mesmo. Odeio auto-sabotagem nessa altura da vida, com essa idade. VTNC pra mim, né?
Normalmente eu tenho muita auto-confiança no meu trabalho, no que faço e escrevo, mas hoje estou naqueles domingos de desesperança, achando que não vou conseguir. Tenho uma matéria grande pra entregar, daquelas com assuntos com os quais não lido normalmente, nunca lidei e nunca escrevi sobre.
Bateu um medo escroto, daqueles que não costumo ter, porque sempre tive o espírito tipo ’se eu nunca fiz, sempre tem uma primeira vez e vou fazer e foda-se’. Agora sei lá… um frio escroto na barriga e medo de decepcionar quem me deu a tarefa confiando que eu ia fazer direito.
Que merda. Que merda. Que merda.