Pois então, desde que soube do lançamento de Elizabeth Era de Ouro, fiquei ultra curiosa pra assistir. Cheguei a tentar até no camelot, mas no dia havia chegado tarde demais. “Tinha até ainda agora, mas a senhor ali acabou de levar…”.
Tenho uma obsessao pela história da Inglaterra. Êta país ducaraio. Quando fiz 15 anos, fui a única da minha turma a negar Disney e States e exigir a imersão de 2 semanas na fleuma britânica. Vamos pular a parte do dia que passei do-início-ao-final-no Victoria-and-Albert porque anos depois me dei conta que foi por causa desse dia que decidi virar designer. E talvez pesquisadora também.
Voltando ao The Golden Age, no itinerário acabei indo visitar Plymouth, a cidade mais ao sul da Inglaterra. Falei em cidade do interior? Jamais. Uma pequena potência local, com alemães fazendo topless, de tênis e fazendo churrasco de linguiça na praia de pedra. Foi la que vi Principia, o livro onde Newton publicou as leis da Física. Não, não, os escritos até hoje intocáveis da Marie Curie impregnatos de radioatividade vi no Science Museum.
Voltando à Plymouth, que tem uma universidade cravada no centro da cidade, se misturando com prédios públicos e áreas residenciais, o herói local é Francis Drake, que liderou a marinha inglesa na Batalha da Armada, fazendo os espanhóis se engasgarem com tanta água, mesmo tendo a maior frota de navios construída ate então.
A Batalha da Armada é recontada no filme, mas obviamente que Francis Drake, àquela altura um senhor não tão atraente, não tem o devido crédito pelos seus feitos, mas me fez ter um lapso de melancolia no meio da tarde.
Ainda, ao contrário do lugar comum, o forte do filme não é figurino, mesmo que eles sejam de tirar o fôlego e, lembrem-se como a Era Elizabetana era detalhista… Segundo a produção, o pulo-do-gato sao os cenários feitos com pouca grana, mas eu digo que a iluminação é incrivelmente bela. Incrivelmente. E, serei injusta… a interpretação da Cate Blanchett estava melhor em Elizabeth, mas não contem a ninguém.